15 fevereiro 2022

Trabáia, trabáia nêgo

Recentemente a TV mostrou um flagrante de trabalho escravo realizado pela Superintendência Regional do Trabalho em Sergipe, com a participação da Polícia Federal e do Ministério Público do Trabalho, num canavial na cidade de Capela. Interessante nesse caso é que a matéria jornalística(?) não dizia o nome do senhor de engenho escravagista. Não sabemos as consequências legais contra esse ato criminoso.

Na última segunda feira (14/02), os trabalhadores rodoviários de Aracaju fizeram uma paralização em protesto ao atraso no pagamento de seus salários pelas empresas de transporte coletivo que compõem o Grupo Modelo. Importante observar, que além da atitude legitima dos trabalhadores, ninguém mais se manifesta no sentido de reparar essa flagrante ilegalidade. Prefeitura e outros órgãos que têm o dever de agir, fazem cara de paisagem.

Hoje fui informado que há pelo menos uma empresa terceirizada, prestadora de serviço ao governo do estado, que está há 03 meses sem pagar salários aos servidores. O governo finge que não tem nada com isso.

Pelo jeito a escravidão está de volta em Sergipe. Pior: o Estado parece ter tomado o lado da casa grande.












2 comentários:

  1. O silêncio tem uma faceta de opressão e de pura demonstração de poder ao silenciar o oprimido.

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