10 novembro 2022

Cerveja, um santo remédio

 

Moléculas úteis contra a Alzheimer encontradas no lúpulo da cerveja

Das flores de lúpulo utilizadas para aromatizar cerveja, podem ser extraídas moléculas que podem inibir a agregação da proteína beta amilóide associada ao Alzheimer.

Isto é demonstrado por testes laboratoriais realizados pela Universidade de Milão-Bicocca com a Universidade Estatal de Milão e o Instituto de Investigação Farmacológica Mario Negri. O estudo, publicado na revista ACS Chemical Neuroscience, poderia abrir caminho a novos nutracêuticos contra a neurodegeneração.

As flores de lúpulo já tinham entrado debaixo da lente pela sua capacidade de interferir com a acumulação de proteína beta amilóide.

Os investigadores italianos decidiram, portanto, investigar mais para compreender que compostos químicos dão este poder ao lúpulo.

Para as identificar, produziram e caracterizaram extractos de quatro variedades de lúpulo comuns, utilizando um método semelhante ao utilizado no processo de fabrico da cerveja

Testes em tubos de ensaio mostraram que os extractos têm propriedades antioxidantes e podem impedir que a beta amilóide se agregue nas células nervosas humanas. O extracto mais eficaz é o obtido do lúpulo Tettnang, que se encontra em muitos tipos de Lager e cervejas leves.

Quando o extracto foi separado em fracções, o que continha um elevado nível de polifenóis mostrou a mais potente actividade antibiótica e inibidora de agregação; também promoveu processos que permitem ao organismo eliminar proteínas neurotóxicas desdobradas

Os investigadores concluem que embora este trabalho não justifique o consumo de cervejas mais amargas, mostra que os compostos de lúpulo poderiam servir de base para os nutracêuticos contra a doença de Alzheimer.

 

Fonte: www.stylemania.it


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